Sobre a rapidez da invasão por acácias

Com base nas observações já realizadas na Lousã, e considerando a escala de invasão de 0 a 9 descrita em publicações anteriores, arrisco as seguintes conjeturas quanto à rapidez média do agravamento da invasão por acácias (conjeturas que poderão aplicar-se também à invasão por háqueas, espanta-lobos, robínia e outras espécies invasoras arbóreas):

  • agravamento em 1 nível a cada 7 anos, na ausência de incêndios ou ações de controlo;
  • um incêndio provoca um agravamento equivalente a 10 anos.

Se estas conjeturas estiverem corretas,

  • uma invasão que se encontrava em fase inicial antes de um incêndio (nível 2) deixará de poder ser controlada por voluntários (nível 4) 4 anos após um incêndio;
  • uma invasão que ainda podia ser controlada por voluntários antes de um incêndio (nível 3) passará a exigir uma intervenção técnica com custos incomportáveis (nível 5) 4 anos após um incêndio;
  • uma área que antes do incêndio ainda podia ser recuperada com meios técnicos pouco dispendiosos (nível 4) tornar-se-á irrecuperável (nível 6) 4 anos após um incêndio;
  • uma área onde ainda era possível alguma gestão antes do incêndio (nível 5 ou 6) deixará de permitir qualquer gestão florestal (nível 7 ou 8) 4 anos após um incêndio;
  • uma área invadida a 40% antes de um incêndio (nível 7) poderá ficar completamente invadida (nível 9) 4 anos após um incêndio;
  • em áreas onde os incêndios são recorrentes com período de retorno da ordem de 10 anos (como acontece em alguns eucaliptais), em apenas 2 décadas pode ocorrer um agravamento de 5 ou 6 níveis, passando de nível 2 (aparecimento das primeiras plantas da espécie invasora) para nível 7 ou 8 (a espécie invasora ocupa mais de metade da área da parcela).

Lähettänyt mferreira mferreira, 14. maaliskuuta 2021 17:23

Kommentit

Ei vielä kommentteja.

Lisää kommentti

Kirjaudu sisään tai Rekisteröidy lisätäksesi kommentteja